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Archive for junho, 2011

Antigas borboletas

Posted by dellanio On junho - 29 - 2011

Antes da vistoria anual, atualmente feita em obediência ao estabelecido pelas normas de trânsito quanto ao excesso de gases e  ruído nas descargas dos veículos, havia um artifício que alguns poucos motociclistas adotavam para que suas motos ficassem mais ruidosas, ou menos, dependendo apenas de uma pequena torção. E por achar interessante o sistema, vou contar:No cano de descarga da minha motocicleta AJS 500cc, 1 cilindro, resolvi adaptar dispositivo feito por hábil lanterneiro (funileiro para paulistas), que abafava e/ou aumentava o ronco da descarga. Dispositivo esse que tinha por apelido “borboleta”.

Nas cidades era hábito conservar a “borboleta” fechada a fim de não perturbar o trânsito e também meus ouvidos, tendo em vista que já bastava o irritante ruído anda e para do trânsito nos vários sinais.

Mas nas estradas eu a conservava aberta para que o grande barulho por ela produzido funcionasse como um “alerta”, dando aos motoristas a impressão que uma carreta estava chegando por ali. Então, quando estava próximo a qualquer veículo que poderia apresentar algum perigo na estrada, pelo barulho da descarga o motorista já ia sendo avisado que algo grande ia passar por ele. Razão suficiente para que prestasse bastante atenção ao “bólido” que se aproximava e por isso tivesse muito cuidado.

O ruído era muito forte por dois motivos:

1º. A moto tinha apenas um cilindro;

2º. O seu caneco (pistão) era de grande diâmetro. Tanto que, para quicar a moto, era necessário puxar um pouco a manete do descompressor (a mesma que desligava o motor quando estava em funcionamento) porque, caso contrário, o quique não descia devido à grande resistência do pistão dentro da câmara.

A “engenharia” aplicada no cano de descarga consistia no seguinte:

Fazia-se um cano terminal na forma de um funil, com a parte mais larga no final. Dentro dele e quase nesse final, colocava-se uma fina mas resistente chapa metálica redonda (quase do diâmetro do cano funil), com vários furos e nela era encaixado um fino eixo que atravessava o cano, cujo eixo era comandado por cima. A parte superior desse eixo acabava na forma de um “T” para que o motociclista apenas se inclinando tivesse como pegá-lo para poder girá-lo, abrindo ou fechando a chapa metálica no interior do funil. Um pouco abaixo desse “T” e nele soldado, havia pequeno pino para ser encaixado em reintrâncias existentes na parte superior do funil a fim de travá-lo e dessa forma manter a chapa na posição desejada no interior do cano.

Assim era possível controlar o nível do ruído da descarga ao abrir ou fechar a chapa dentro do cano. Embaixo do funil e no final do eixo, ficavam presas nele mola, arruela e porca de pequenas dimensões.

Simples, não?

Mas como existe a “lei da compensação” e também que “perfeição não existe”, em razão do forte ruído havia um ou outro transtorno nas estradas que, dependendo do ponto de vista, alguns eram até hilários.

E um deles está narrado no capítulo “ O Touro Ciumento “, do meu livro Motociclistas Invencíveis.

Grande abraço

João Cruz

Aniversário do Moto Grupo Itabaianense – SE.

Posted by dellanio On junho - 18 - 2011

KCLA – BRASIL – Facção Aracajú, no aniversário do moto grupo Itabaianense de Itabaiana Sergipe, a seguir algumas fotos do evento.

Não pago pedágio em lugar nenhum

Posted by dellanio On junho - 16 - 2011

“A Inconstitucionalidade dos Pedágios”, desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva choca, impressiona e orienta os interessados.

A jovem de 22 anos apresentou o “Direito fundamental de ir e vir” nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.
Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos “Direitos e Garantias Fundamentais”, o artigo 5 diz o seguinte:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade ” E no inciso XV do artigo: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”.

A jovem acrescenta que “o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição”.

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas.

“No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também”, enfatiza.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. “Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.

Não tem perigo algum e não arranha o carro”, conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.

Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. “Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado.

Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra”, acrescenta.

Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. “Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional”, conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso e formou-se em agosto de 2008.

Ela não sabia que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

FONTE: JORNAL AGORA

Comentário: E agora, como fica a situação. Quem vai apoiar a advogada?… Ministério Público?… Movimento popular?…
Ela sozinha não vai conseguir convencer o poder constituido.
Realmente a Dra. Márcia levantou uma tese que tem profundo embasamento na nossa Constituição, conforme ela mesma desenvolveu e acima apresentou.
Isto posto, chegou a vez dos milhões de motociclistas estradeiros se juntarem à Márcia, informados do fato e convocados por seus Moto Clubes, Moto Grupos, Associações de Classe, inclusive Revistas especializadas, todos sempre atuantes na defesa e proteção dos motociclistas.

I Araruna Moto Fest

Posted by dellanio On junho - 8 - 2011
Nos dias 3, 4 e 5 de Junho, aconteceu o I Araruna Moto Fest, um evento organizado pelo Iran Motos, com patrocínio da Prefeitura Municipal de Araruna.

Saimos(Junior,Wando e Poeta) de João Pessoa às 14:15h e chegamos em Araruna-PB por volta das 16:30h, avistamos logo na entrada o bandeirão da Facção KCLA Recife-PE e com isso a certeza, Já tem Leão na cidade. Adiante encontramos os ditos e cujos da facção Recife-PE, representados por Cavaca, Taborda, Fábio e Carametade, com os Leões juntos foi a hora de curtir o evento, sem antes montar as barracas hehehe, o camping foi no ginasio o Maranhão e abrigou grande parte de motociclistas já que a cidade não dispõe de farta rede de pousadas e hotéis a opção era essa, Camping.

Logo a noite, percebemos o frio que faz naquela cidade, coisa de louco(rsrsrs) e seguimos pro evento, encontramos vários amigos de outros Moto Clubes e com isso tornamos a noite super agradável de bom papo. O som pra MOTOCICLISTAS foi comandado pelo Caveira e a Banda Cela, presença de clubes da PB, RN e PE. Percebí a satisfação da população local em receber os motociclistas.

Retornamos na manhã do domingo, logo após o café, ficam aqui nossos parabéns e agradecimentos aos organizadores, valeu pela festa, ano que vem estaremos aí.

KCLA-SE e Rita Lee
Enviado por gumaiu